Projeto que une Vale à Serra está bem cotado em Brasília

Publicado em 19/10/2017 11:29:44

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O grande potencial turístico da Rota Caminhos do Pão e Vinho motiva a movimentação de líderes do Vale do Taquari e da Serra Gaúcha há uma década e meia. Juntas, as duas regiões pleiteiam fundos para a pavimentação integral da Rota Caminhos do Pão e Vinho. O projeto tem custo de R$ 79 milhões para a União.

Nesta semana, uma comitiva de líderes da região do Vale do Taquari composta por 15 prefeitos está em Brasília para discutir, entre outras pautas, o avanço do projeto, encarado como central para o desenvolvimento econômico dos municípios pelas quais ela passa. Durante a estada na capital federal houve a confirmação de que, dentre as emendas eleitas pela bancada gaúcha para 2018, está contemplada a rota.

Conforme o prefeito de Muçum, Lourival Seixas, um dos que está em Brasília, o projeto foi o nono mais votado pelos deputados. "Ficamos entre as nove (propostas). Porém serão aprovadas apenas duas", diz. Ele complementa que "estar entre as nove é mais que importante. Estamos dentro da bancada. Não tem mais volta. Vamos seguir para o ano que vem", espera.

A partir da conversa com o Ministro do Turismo, Marx Beltrão, que foi uma das agendas do grupo em Brasília, surgiu a ideia de desmembrar o projeto em partes, como uma forma de obter repasses menores e mais garantidos via Ministério do Turismo. "Estamos sentindo algo concreto", relata Seixas.

A sugestão da pasta do Turismo abre outras portas para o projeto, ao sugerir caminho diferente para o encaminhamento e sinalizar, conforme o prefeito de Muçum, que o governo está olhando com outros olhos para as regiões da Serra e do Vale do Taquari.

Durante o próximo ano, o Vale do Taquari deve ver o projeto avançar e a proposta sair do papel.

O desenvolvimento econômico e turístico do Vale do Taquari e da Serra Gaúcha, integrando o Caminho dos Moinhos e o Vale dos Vinhedos é o principal objetivo da medida. Serão asfaltados 61 km.

O percurso, que hoje não é asfaltado em sua maior parte, recebe fluxo de veículos de passeio e de carga que utilizam a rota para ir até a Serra Gaúcha e outros que saem da Serra para virem até o Vale do Taquari.

O projeto envolve de maneira direta os municípios de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Santa Tereza, Roca Sales, Muçum, Vespasiano Corrêa, Encantado, Doutor Ricardo, Anta Gorda e Ilópolis.

Seixas garante que os s benefícios da pavimentação da rota são para todas as áreas. "Sentimos que agora vai sair do papel. Eles também estão interessados. Quando as duas partes estão interessadas no desenvolvimento isso é benéfico".

Relevância regional

Segundo dados da Associação dos Municípios de Turismo dos Vales do Taquari e Rio Pardo (Amturvales) os dez municípios envolvidos no projeto têm mais 166 mil habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a R$ 6 bilhões. A nova via facilitará o escoamento da produção nos mais diversos setores econômicos, uma vez que a região é grande produtora de aves, leite, cereais, bebidas e alimentos. Os mais de 400 empreendimentos turísticos recebem cerca de 1,4 milhão de turistas por ano. A área do turismo também é empregadora: nas duas regiões são gerados, atualmente, mais de 2 mil empregos no turismo. Por meio ligação asfáltica, que atrairá novos negócios e mais turismo para as regiões, a expectativa é a abertura de mais de 2 mil vagas.

 

Fonte/Foto: Informativo do Vale

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