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2026-02-10

Negociação do tabaco avança, mas termina sem acordo

Segundo os representantes dos produtores, as avaliações seguem critérios técnicos baseados no custo de produção e no histórico recente das tratativas, que em momentos anteriores permitiram avanços superiores ao custo apurado. A comissão afirmou que há espaço para entendimento, desde que as empresas apresentem propostas compatíveis com a apuração conjunta do custo, respeitando os fundamentos do Sistema Integrado de Produção. Sobre a JTI, a comissão destacou que as negociações evoluíram nesta segunda rodada e que se espera estar próximo de um consenso. A comissão também avaliou positivamente a postura das empresas, que participaram das reuniões e demonstraram disposição para discutir o tema. Mesmo sem acordo, os encontros foram considerados importantes para manter os canais de diálogo abertos e preservar a lógica negocial do Sistema Integrado, com foco na conciliação sobre o preço do tabaco. “Não fechamos o diálogo com as empresas e aguardamos ajustes nas tabelas de preços mínimos, sempre orientados por critérios técnicos, respeito às regras do sistema e responsabilidade com a fumicultura e o setor como um todo”, afirmou a comissão. Uma nova rodada de negociações está agendada para sexta-feira (13/02), com a presença confirmada da JTI e da BAT. A Comissão Representativa dos Fumicultores reúne Afubra e as Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.