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2026-08-12

Contas de luz da RGE chegam a triplicar e revoltam consumidores no RS

Moradores de diferentes cidades do Rio Grande do Sul têm relatado aumentos expressivos nas contas de energia elétrica da RGE nas últimas semanas. Em Passo Fundo, no Norte do Estado, consumidores chegaram a enfrentar longas filas na agência da concessionária para contestar faturas que, segundo os relatos, chegaram a triplicar de valor de um mês para o outro.   Diante do número de reclamações, o Procon de Passo Fundo suspendeu o pagamento de algumas faturas e notificou a RGE. O órgão também informou que o caso será encaminhado ao Ministério Público para apuração.  Na Serra Gaúcha, moradores de Gramado e Canela também procuraram atendimento após receberem contas acima dos valores que costumavam pagar. Alguns consumidores afirmam que não identificaram mudanças significativas na rotina que justificassem a elevação da cobrança. A RGE afirma que o aumento das faturas pode estar relacionado a dois fatores principais: o reajuste tarifário anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o crescimento do consumo durante o inverno.  Desde 19 de junho, entrou em vigor o reajuste tarifário da concessionária, com aumento médio de 14,98% para os consumidores residenciais atendidos pela RGE. O índice foi aprovado pela Aneel e considera custos relacionados à compra de energia, transmissão e encargos do setor elétrico, além da parcela destinada à distribuição. A empresa ressalta, porém, que o reajuste não explica sozinho aumentos muito acima desse percentual. Segundo a RGE, durante períodos de frio intenso, mudanças nos hábitos dos moradores podem elevar significativamente o consumo de energia.  Caso pode chegar ao Ministério Público A procura por orientações também aumentou no Balcão do Consumidor da Universidade de Passo Fundo (UPF). Segundo o coordenador do serviço, Rogério da Silva, apenas em um único dia foram registrados 17 atendimentos relacionados ao tema, além de dezenas de contatos por telefone.  "São valores bastante expressivos. Sabemos que houve um aumento superior a 14%, mas mesmo assim são cobranças que precisam ser explicadas pela companhia", comenta.  Como a situação envolve um número significativo de consumidores, o Balcão do Consumidor informou que encaminhará a demanda ao Ministério Público. 

Fonte: Terra