2026-10-27
Aliado de Trump afirma que Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos EUA; Marco Rubio teria articulado viagem
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já estaria em território norte-americano, segundo uma nova declaração de Simón Levy, apresentado como interlocutor ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na rede social X, nesta terça-feira (27), Levy afirmou que o parlamentar chegou em segurança ao país.
Na mesma manifestação, Levy atribuiu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a responsabilidade pela articulação da viagem e afirmou que Flávio continuará sua atuação política de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos.
A declaração representa um novo desdobramento do caso, embora a chegada ainda não tenha sido confirmada de forma independente pelas autoridades americanas.
Viagem foi organizada por grupo restrito de aliados
Mais cedo, o portal Metrópoles informou que Flávio Bolsonaro havia deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, a viagem teria sido organizada de última hora, com o apoio de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos.
A expectativa relatada por interlocutores era de que o senador entrasse em território americano pela Flórida e solicitasse asilo político ao governo Trump.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a apresentação ou aceitação de um eventual pedido de asilo.
Aliados temem prisão preventiva
A saída do senador ocorreu em meio ao descumprimento de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia estabelecido prazo de 24 horas para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
O prazo terminou na manhã desta terça-feira sem que os documentos fossem apresentados. Diante disso, a Polícia Federal solicitou o cancelamento do passaporte e informou que comunicaria o descumprimento ao STF.
De acordo com o Metrópoles, aliados e integrantes da defesa avaliam que Moraes poderá decretar a prisão preventiva do senador.
Essa possibilidade, entretanto, permanece como uma expectativa dos interlocutores, sem confirmação de decisão judicial nesse sentido.
Participação de Marco Rubio ainda não foi confirmada
A afirmação de Simón Levy sobre a participação de Marco Rubio acrescenta uma dimensão diplomática ao episódio.
Apesar da declaração, não foi apresentada comprovação independente de que o secretário de Estado tenha coordenado a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
Também não houve confirmação oficial do Departamento de Estado americano sobre o suposto envolvimento.
Empresário afirma que operação dos EUA foi organizada para proteger Flávio Bolsonaro
O empresário e ex-subsecretário de Turismo do México, Simón Levy, afirmou que uma operação de proteção dos Estados Unidos foi organizada para garantir a segurança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sua viagem ao território norte-americano.
Em declaração repercutida pelo portal Metrópoles nesta terça-feira (27), Levy afirmou: “Uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir sua segurança”.
O empresário também atribuiu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, participação na articulação da viagem. Posteriormente, em uma nova publicação na rede social X, Levy declarou que Flávio já havia chegado em segurança aos Estados Unidos.
As informações, entretanto, permanecem baseadas nas declarações de Levy. Até o momento, não foi apresentada confirmação oficial do governo americano sobre a existência da operação de proteção ou a participação de Rubio.
Caso segue repercutindo após eleições
Os acontecimentos ocorrem dois dias depois do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), quando Flávio Bolsonaro foi derrotado por Lula.
A Polícia Federal também busca esclarecer as circunstâncias da saída do senador, especialmente diante da ausência de registros migratórios brasileiros identificados nas primeiras verificações.
O episódio reúne questões judiciais, políticas e diplomáticas, enquanto novas informações são aguardadas sobre a situação do parlamentar nos Estados Unidos.