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2026-02-24

Corsan passa a emitir contas a cada 45 dias e consumidores relatam aumento no valor das faturas

   A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) passou a adotar a emissão de contas de água a cada 45 dias em municípios do Rio Grande do Sul, substituindo o modelo tradicional de cobrança mensal. A alteração, que já está em vigor em diversas cidades, tem provocado reclamações de consumidores que relatam aumento significativo no valor das faturas.

  Segundo a companhia, a elevação nos valores ocorre principalmente porque a nova conta reúne cerca de um mês e meio de consumo. Com um período maior sendo cobrado de uma só vez, o total da fatura tende a ser mais alto, ainda que o consumo médio mensal permaneça semelhante.

  Outro fator que pode impactar diretamente o valor final é o enquadramento nas faixas tarifárias. No sistema progressivo, quanto maior o consumo de água, maior pode ser o valor cobrado por metro cúbico. Assim, ao somar 45 dias em uma única leitura, o volume total pode ultrapassar limites de faixas anteriores, elevando o custo unitário da cobrança.

 Além disso, reajustes tarifários aplicados anteriormente também contribuem para o aumento percebido pelos usuários. Em alguns casos, o consumo elevado nas residências — especialmente em períodos de calor ou com maior número de moradores — pode intensificar ainda mais o impacto financeiro.

  Consumidores apontam que a mudança foi implementada sem comunicação clara e ampla, o que dificultou o planejamento financeiro das famílias. Para muitos, o valor mais alto da conta, recebido de forma repentina, compromete o orçamento mensal.

 Especialistas em finanças pessoais alertam que a alteração no intervalo de cobrança exige adaptação no controle de gastos, já que o desembolso deixa de ser mensal e passa a ocorrer em ciclos mais longos, porém com valores acumulados.

  A Corsan orienta que clientes com dúvidas ou que identifiquem possíveis inconsistências procurem os canais oficiais de atendimento para esclarecimentos ou solicitação de revisão da fatura. A recomendação é conferir atentamente o período de leitura, o volume registrado e o enquadramento tarifário aplicado na cobrança.

  Enquanto isso, a mudança segue gerando debate entre moradores e autoridades locais, que cobram mais transparência sobre os critérios adotados e os impactos da nova sistemática de cobrança.